terça-feira, novembro 23

guião de vida.

Somos constantemente meros actores a desempenhar um papel fundamental e único, numa peça bastante complicada á qual alguém chamou de Vida. Onde cenário, os protagonistas e os figurantes são programados pelos próprios sentimentos. Ora triste, cansativa, sem cor, sem interesse, sem sabor e sem saber, ora alegre, fantástica, repleta de alegria, muita cor, sabor. Tenho sentido que o importante é não deixar de actuar, fazendo sempre o melhor e impossível neste papel, porque tudo o que tenho que viver é justamente o que me resta.
Há momentos em que fico completamente em baixo e sem forças para voltar a exercer de novo o meu papel porque o elenco é pobre cansativo e triste.

“Que vença o amor e que a esperança nunca me abandone, porque no futuro haverá de ser mais calmo e fácil porque se depender do que fizer no presente, embora continue a ter muitas duvidas, terei quase a certeza de que conquistarei o paraíso. “.
Talvez o tempo seja mesmo como dizem, talvez ajude a esquecer o tentámos passar para trás as costas e apagar com a facilidade com que entrou. A vida dá muitas voltas, as vezes dou por mim quase, quase no fim o mundo a olhar para tudo o que está no mesmo espaço que eu, parece que estou num labirinto há bastante tempo e não consigo encontrar a saída, por muito que a queira encontrar. Feita de laços e embaraços, cansa-nos tanto e sem nos dar um descanso necessário.
Quando o silêncio do tempo nos grita aos ouvidos, quando o ouvimos perfeitamente, existem as mudanças que fazem com que a nossa vida nos mostre algo diferente, tudo aquilo que não estamos habituados a ver, nem a respeitar e nem muito menos a perceber, mas que existe, e é preciso sabermos que existe. É o novo, é a altura em de estarmos inseridos numa nova realidade numa nova verdade, na real e verdadeira.
Se for difícil de encenar, resta-nos a certeza de aprender a compreender bem o que traz para nos ensinar. 

Todos nós vivemos momentos difíceis, cada um à sua maneira, tentemos tirar deles os resultados que pudermos, para que possamos passar para outras dimensões, livres de cenas desagradáveis, tristes e sofridas, ódios e rancores, encenando sim uma peça no palco da vida digna de se recordar.
Se um guião for bem interiorizado e compreendido, ele dissolve-se no cenário que facilmente conseguimos montar, e seguimos no palco da vida mais soltos, mais livres, melhor caracterizados, e acreditem, no palco da vida,
somos nós quem muda o cenário.
(texto retirado com modificações do meu antigo blog. Mil e Dois beijos @)

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