e continuei eu na inútil esperança, de que tu viesses a correr e me segurasse pelo braço. portanto, agora tens todo o meu apoio, chama-me de burra por acreditar mais uma vez nisso.
neste momento, o que me rodeia é muito. o que é para suportar é grande demais para os meus ombros. os meus olhos, têm-se aguentado bem demais, por acaso. e dou por mim em pausas no tempo, pausas onde tu não estás, onde eu acordo e me lembro de tudo. e por mais que queira ou que te diga que está esquecido, eu nunca poderei eliminar da minha memória aquele dia, em que se me dessem a escolher entre viver ou morrer a escolha era bastante óbvia e simples. em que a maneira com que me tratas-te foi horrível. em que me magoas-te mais que tudo, e nesse momento os meus olhos pareciam pequenos demais para suportar ou aguentar as minhas lágrimas, o meu coração estava completamente desfeito, sem qualquer metáfora no meio, mas que nem sequer vem ao acaso agora.
não percebo muito bem o porquê, mas consigo entender uma pequena parte. mas poderias mudar de lado, por alguns segundos e colocares-te do meu lado e veres como são as coisas vistas e/ou sentidas. poderias pensar um pouco mais em mim. não me peças para ter fé nem sequer para dizer mais que sim a tudo. a todos os teus desejos. a todas as tuas desculpas.
deverias conhecer-me bem melhor do que aparentas conhecer. deverias saber como estou a reagir a tudo isto. deverias saber o esforço que faço todos os dias. deverias acima de tudo, conhecer-me e saber que eu não sou pessoa de ter paciência. deverias saber que este é só mais um dos meus defeitos. deverias saber de tudo.
e por mais que queiras, isto não acabará comigo como tu estás a espera. por mais que queiras, eu não vou sequer pôr na mesa a hipótese de desistência. e quando voltares e eu te disser que foi tarde demais e que andas-te a brincar com o meu coração durante muito tempo nas tuas mãos, não me peças novamente desculpa na esperança de que tudo volte ao normal. porque aí, eu vou dizer para desapareceres da minha vida, de uma vez por todas. vou dizer para parares e como já uma vez te disse, vou dizer-te que não sou reciclável. chama-me de burra, por ainda te querer, e por não querer desistir perante tudo isto, chama-me de burra por eu querer continuar.
chama-me de burra porque afinal, é mesmo isso que eu sou.
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